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28 December 2009 @ 12:58 am
Guarde-os. Guarde todos – não o faça com delicadeza, muito menos com carinho. Apenas guarde-os. O mais rápido que puder, com a mais intensa força que encontrar dentro de você. Não dobre-os, não organize-os, nem ouse olhá-los por mais de míseros segundos, ou sequer pense em olhá-los, seja como for.  
De preferência, tranque-os. Com chaves, cadeados, senhas. O que for preciso. Qualquer coisa que os impeça de saírem de lá. Dói. Arranha, corrói, arde. É ácido, sufocante, desesperador. Cruel. E necessário.
 
 
27 December 2009 @ 07:11 pm
...  
I still resent you. :)
 
 
Current Mood: infuriated
 
 
26 December 2009 @ 04:08 pm
Não sei bem o porquê, mas costumava falava muito mais. Como uma necessidade inquieta, deixava as palavras se espalharem pelo chão. E ao tocá-lo, elas criavam asas, se espalhavam pelo ar.. Agora, no entanto, é bem diferente. Não, não, não. Não falo. E embora guardasse muita coisa dentro de mim, mesmo com palavras voando por aí, agora é diferente. Antes guardava as coisas ruins, dava permissão para corroerem todo meu interior, sem dó nem piedade. Agora as deixo passar. Jogo as malditas bem longe, com um taco de baseball, enquanto seguro algumas sílabas em minha luva de couro, na outra mão. Essas, uso quando necessário.

Guardo minhas cartas, esperando a hora certa de usá-las; mas não se engane, não ficam nas mangas. Não são truques. São palavras. Os olhos que me observam sabem que as tenho, não pretendo instigar desconfiança ou iludir, muito pelo contrário. Só não quero desperdiçá-las. Não quero que voem antes do tempo. Tornou-se algo instintivo, e não racional. Sou livre para falar o que quiser, e tenho plena ciência disso. Aproveito tal liberdade. Mas não vou distribuí-las sem cuidado.

São perigosas, essas palavras. Todas elas.
 
 
Current Mood: bored
 
 
 
 

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